Case Guiná: da clareza estratégica à identidade visual
COMO USAMOS ESTRATÉGIA E PESQUISA PARA CONSTRUIR MARCAS MAIS ALINHADAS AO SEU PROPÓSITO
Quando a Guiná chegou até a gente, eles ainda eram o Instituto Taqtile (ou Instaq), um braço social da empresa de mesmo nome, já consolidada no mercado.
Contexto inicial
O Instaq surgiu com um modelo de negócios híbrido: atendiam grandes empresas nas áreas de design, tecnologia e inovação e, ao mesmo tempo, capacitavam jovens a partir da integração deles nos projetos em andamento, para que aprendessem de forma prática. Uma espécie de residência médica da área criativa.

Com o tempo, eles entenderam que precisavam se desvincular da empresa-mãe, e que essa mudança deveria ser realizada em todos os níveis, desde o CNPJ até a identidade visual, que compartilhava os mesmos elementos. Carregavam também a percepção de que eram uma ONG, uma espécie de "versão mais barata”, apenas pelo enfoque no impacto social.
A mudança já tinha começado a acontecer internamente. Quando o Mira entrou no projeto, eles tinham um novo nome – Guiná – que já refletia esse novo momento e mentalidade. “Guiná” vem de "guinada” ou "dar uma guinada na vida” e demonstra como a empresa atua na transformação da vida dos jovens que participam do programa.
O processo

Mesmo com a intenção de mudança, o processo de imersão, pesquisas e estratégia foi essencial para que o time (o nosso e o deles) tivesse clareza e entendesse para onde a Guiná estava caminhando. A maior preocupação deles era se afastar da percepção assistencialista, que podia até gerar uma falsa ideia de que o serviço era de menor valor ou qualidade para as empresas que os contratavam. A partir disso, nosso papel foi entender como se equilibrar nessa gangorra que parecia pender para dois extremos: uma empresa ágil e de excelência ou uma ONG focada no impacto social.
Ao longo do processo, esse equilíbrio esteve muito em discussão e ainda mudaria muito o curso da Guiná. Nossos clientes costumam dizer que o processo de estratégia os obriga a pensar em questões tão centrais que é como uma terapia. Mergulhamos a fundo no negócio, ouvimos alunos, analisamos o mercado, e assim chegamos no que há de mais essencial para a Guiná hoje e eliminamos todo o ruído. Essa clareza foi tão importante que a empresa teve até mudanças no quadro societário.

Ao final da etapa de estratégia, ficou claro que a Guiná existe para capacitar jovens em situações adversas e promover uma transformação real e possível em suas vidas, através de uma capacitação que faz diferença real na hora de se manter e evoluir na carreira. A prestação de serviço para grandes empresas ainda existe na equação do negócio: é o que motor que permite que os jovens possam ter um aprendizado prático e aprender habilidades além das técnicas (ou o que chamamos de soft skills), ou seja, trabalhar com prazos apertados, sob pressão, liderar projetos, ter responsabilidades, etc.

Nossa solução
Se a estratégia já estava bem clara e definida, a identidade visual precisava comunicar todo esse posicionamento. Toda a comunicação se baseou em uma linguagem simples e acessível, capaz de gerar identificação com os jovens, enquanto fala sobre as promessas de transformação que a marca entrega.
A Guiná é uma marca que tem muito a falar, e as mensagens importam. Por isso, escolhemos trabalhar com letras bold, tanto na fonte institucional quanto no logotipo, desenhado do zero.
Para as cores, optamos por uma paleta vibrante, associada à energia, movimento e tecnologia. Essa escolha contribui para afastar percepções assistencialistas e reforçar o caráter contemporâneo, profissional e competitivo da marca.

No logotipo, as letras curvas e dinâmicas representam a ideia de “guinada” (mudança de rota, virada de direção), traduzindo visualmente a transformação, conceito e entrega tão importantes para a marca e para seu público.
Também desenvolvemos ilustrações de personagens em movimento, representando superação e ascensão, que reforçam a narrativa de progresso e evolução dos alunos ao longo da jornada, além de elementos gráficos em formato de stickers, que ampliam a expressividade da linguagem visual e fortalecem a conexão com a comunidade.

Um rebranding vai muito além da mudança de logotipo ou cores. Antes de pegar no lápis e papel, a gente busca entender profundamente o negócio, encontrar sua essência e criar a partir de pesquisa e estratégia.
Foi exatamente isso que guiou o projeto da Guiná.
Se a sua marca também está passando por mudanças, buscando mais clareza ou evoluindo a forma como se apresenta ao mundo, manda um alô. Vamos adorar conversar!
